Como escolher a cerâmica perfeita para minha casa

Depois de escolher entre cerâmica e porcelanato, vamos aprender a escolher a cerâmica que melhor atende as nossas necessidades em nossa casa. Não focarei muito no tópico da estética pois, além de ser um ponto bastante subjetivo, a idéia é escolher os parâmetros técnicos que vão atender a sua necessidade de revestimento.

Aplicando cerâmica

Para escolher a cerâmica correta, precisaremos nos atentar nos seguintes tópicos:

Qual a função da cerâmica que será aplicada?

A cerâmica pode compreender duas funções e se possível até as duas juntamente, mas estudar qualquer uma delas pode trazer um melhor resultado para o seu acabamento.

A primeira função é a de proteção. A cerâmica serve apenas como revestimento para evitar acumulo de lodo, sujeira e umidade em algum área.  A cerâmica serve também para evidenciar-se algum tipo de contaminação e permitir uma melhor limpeza, como em cozinhas e áreas industriais.

A segunda função é o conforto, seja ele físico ou psicológico. A cerâmica pode mudar a temperatura de um ambiente pois ela reduz a troca de calor feita pelas paredes de alvenaria. É muito comum a cerâmica estar há uma temperatura abaixo, oferecendo conforto térmico para o ocupante do ambiente em lugares quentes. Já o conforto psicológico se dá devido a harmonia de cores, proporcionando ambientes mais acolhedores ou clean.

Piso cerâmica interno

Onde a cerâmica será aplicada?

Em muitas residencias é comum vermos cerâmicas aplicadas em locais errados, causando desconforto visual ou até acidentes. Vamos separar por aplicação vertical (paredes) ou horizontal (pisos0.

Aplicação em paredes: Nesse tipo de aplicação o rigor da escolha é somente estético. As paredes normalmente não recebem as cargas de piso, como peso ou abrasão. Deve se atentar a qualidade do enquadramento da cerâmica para evitar rejuntes muito grossos para corrigir falta de esquadro de peças defeituosas.

Aplicação em pisos: Para esse tipo de aplicação, inúmeros fatores podem ocasionar a escolha errada da cerâmica. Para uma escolha mais correta, deve se avaliar o tipo de tráfego que será realizado sobre a cerâmica. Com essa informação escolheremos através do Índice PEI e o COF, que tratam tanto a resistencia do piso como o coeficiente de atrito úmido.

O índice PEI pode ser visto na planilha abaixo.

indice PEI da cerâmica

Já para analisar o Coeficiente de Atrito Úmido, os pisos são separados por Classes I, II e III conforme abaixo

  • Classe I: COF menor que 0,40 – Ambientes Internos secos com pouca circulação de pessoas;
  • Classe II: COF de 0,40 a 0,74 – Ambientes Externos planos (até 3% de inclinação): escadas internas residenciais, ambientes internos molhados, decks de piscinas, garagens, locais internos públicos com média e grande circulação de pessoas (hospitais, prédio residenciais, clínicas, escritórios, shoppings, lojas comerciais, supermercados, etc);
  • Classe III: COF deve ser maior ou igual a 0,75 – Ambientes externas (inclinação até 10%) e áreas públicas: praças e passeios públicos, locais públicos com grande circulação de pessoas (metrôs, terminais urbanos).

Vale salientar que o quanto maior o coeficiente de COF maior a dificuldade de limpeza da cerâmica. Logo, há de se fazer uma análise entre atrito x limpeza, para não causar o desconforto estético de uma área residencial com aspecto de sujeira.

Qualidade da cerâmica

cerâmica

Como qualquer produto comercializado, as cerâmicas tem padrões de qualidades e linhas de produção que refletem diretamente na qualidade do produto acabado. Elas se subdividem popularmente em linha “popular” e linha de “alto padrão”.

As linhas populares são as cerâmicas que não passam por um criterioso processo de seleção, entregando peças com manchas, marcas de queima e, na maioria das vezes, sem esquadramento adequado. Já nas cerâmicas de alto padrão a idéia é buscar uma cerâmica mais homogênea. com peças mais uniformes e sem esses defeitos. Como a qualificação ficou muito subjetiva, foi criada uma planilha de classificação padrão que determinou da seguinte forma:

  • Tipo A – Extra: quando 95% (ou mais) das peças não apresentarem defeitos visíveis na distância de até 1m;
  • Tipo C – Comercial: os defeitos são visíveis de 1m a 3m de distância – não possui garantia técnica;
  • Tipo D – Refugo: os defeitos são visíveis acima de 3m de distância – não possui garantia técnica

Obviamente essa seleção implica no custo das cerâmicas. Quanto mais uniforme, mais cara.

Resumindo a escolha da cerâmica

Segue abaixo uma lista rápida de itens a avaliar na escolha da cerâmica.

  1. Local de Aplicação: Parede ou Piso? – Selecionar o tipo de cerâmica;
  2. Transito no local: Haverá muito ou pouco tráfego? – Observar Índice PEI;
  3. Segurança: A área é escorregadia? Pode molhar? – Observar o Coeficiente COF;
  4. Qualidade: O quanto eu me importo e quero gastar? – Observar Classificação padrão;
  5. Estética: Esse é por sua conta!

Fabricantes

No Brasil temos inúmeras linhas de fornecedores de cerâmicas. Muito deles conhecidos internacionalmente pela sua qualidade nesse tipo de revestimento como Portobello, Portinari, Incesa e etc.

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